Um bom título de produto segue uma ordem fixa: marca, linha e modelo primeiro, depois as especificações que diferenciam a variante (capacidade, cor, condição), sem preço, frete ou slogan. O Google orienta usar até 150 caracteres e colocar o essencial nos primeiros 70. Esse mesmo título deve aparecer igual no feed e na página.
Por que o título pesa tanto?
Pense na etiqueta de uma mala no aeroporto. Ninguém lê a mala; lê-se a etiqueta, que precisa dizer em poucos caracteres de quem é, para onde vai e qual é qual. O título do produto é essa etiqueta. Num feed, numa página, num marketplace, é o primeiro campo que um sistema lê para decidir de que objeto estamos falando.
Esta é uma inferência nossa, não uma declaração de nenhuma plataforma: quando uma IA monta uma resposta sobre "qual notebook leve compro", ela precisa ligar fragmentos (uma especificação aqui, uma avaliação ali, um preço acolá) ao mesmo produto. O título é o ponto de encontro desses fragmentos. Se ele for vago, a ligação fica frágil. Nós discutimos o problema de fundo em entidade de produto e variantes.
O que o Google recomenda de fato?
Tudo o que segue vem da página de boas práticas de título do Merchant Center:
- O título tem de 1 a 150 caracteres, e a recomendação é aproveitar o limite. Títulos mais longos são cortados e geram aviso.
- Os usuários costumam notar apenas os primeiros 70 caracteres ou menos, dependendo da tela. Por isso, o que identifica o produto vai no começo.
- Preço, preço promocional, datas de promoção, frete e prazo de entrega não pertencem ao título; têm atributos próprios.
- Evite nome da empresa, texto em caixa alta para dar ênfase, símbolos, HTML e espaços extras.
- Detalhes que distinguem cada variante devem entrar no título e também nos atributos específicos (cor, tamanho etc.). Para detalhes sem atributo correspondente, só o título os carrega.
O exemplo oficial para celulares segue a ordem modelo, armazenamento, cor e condição: "Google Pixel 3 64 GB - Midnight Blue - unlocked". Não há um modelo específico para eletrônicos em geral; a lógica é a mesma, e adaptá-la é trabalho nosso.
Como montar o título de um eletrônico, passo a passo?
Usaremos o nome fictício Aurora Pro 14, o produto de exemplo do nosso site, imaginado aqui como um notebook. Todos os dados são inventados só para ilustrar.
- Comece pela identidade. Marca, linha e modelo: "Aurora Pro 14". Se a marca for um diferencial reconhecível, ela entra; o nome da loja, não.
- Acrescente o tipo de produto, se o modelo sozinho não o revelar. "Notebook Aurora Pro 14".
- Inclua só as especificações que mudam entre variantes. Memória e armazenamento: "16 GB 512 GB SSD". A tela de 14 polegadas já está no nome; repetir seria desperdício dos 150 caracteres.
- Feche com cor e condição quando houver. "Cinza" e, se for o caso, "novo" ou "recondicionado".
- Cheque a ordem com a regra dos 70. Em "Notebook Aurora Pro 14 16 GB 512 GB SSD - Cinza", o que identifica o produto cabe nos primeiros 70 caracteres.
- Confira o que ficou de fora. Nada de "OFERTA", "frete grátis" ou "12x sem juros". Esses dados têm campo próprio, e o parcelamento no feed e na página merece cuidado à parte.
E a consistência entre feed e página?
Aqui mora um risco clássico. O time de mídia ajusta o título do feed para a campanha; o time de e-commerce mantém outro na página; o marketplace recebe um terceiro. Para um sistema que lê as três fontes, são três etiquetas diferentes na mesma mala.
A documentação de dados estruturados do Google diz que fornecer a marcação na página e o feed do Merchant Center maximiza a elegibilidade e ajuda o Google a entender e verificar os dados. Se os dois se contradizem, você tira da plataforma a chance de verificar. Descrevemos como fazer essa auditoria em preço e estoque entre feed, página e IA e a lógica de reconciliação em feed e schema.
Uma regra simples de governança: o título-mestre nasce no catálogo, e feed, página e marketplace derivam dele. Variações por canal são decididas, registradas e revisadas, nunca improvisadas.
Um título perfeito leva a IA a recomendar o produto?
Não. Título claro reduz ambiguidade, mas a recomendação depende de muito mais: das especificações, das avaliações, da concorrência e do modelo consultado naquele dia. É também por isso que a legibilidade de uma página não equivale a ser recomendado. No diagnóstico gratuito, uma análise experimental via API que não replica a interface de consumo, mostramos justamente essa separação. A metodologia está em /methodology.
O que levar daqui
- O título é a etiqueta que liga especificações, avaliações e preço ao mesmo produto; trate-o como dado, não como slogan.
- Ordem sugerida: marca, linha e modelo, tipo, especificações que diferenciam a variante, cor e condição.
- Limite de 150 caracteres, com o essencial nos primeiros 70, conforme o Google.
- Sem preço, frete, promoção, caixa alta ou nome da loja no título.
- Um título-mestre no catálogo, replicado em feed, página e marketplace.
Perguntas frequentes
Qual o tamanho ideal de um título de produto?
O Merchant Center aceita de 1 a 150 caracteres e recomenda aproveitar o limite, mas lembra que os usuários costumam notar só os primeiros 70 caracteres. Coloque a identificação do produto no início.
Posso colocar "frete grátis" ou o preço no título?
Não é o recomendado. O Google orienta que preço, promoção, datas, frete e prazo de entrega fiquem em atributos próprios, e não no título.
Preciso repetir cor e capacidade no título se já tenho os atributos?
Sim, para variantes. A orientação é incluir os detalhes que distinguem cada variante no título e também enviá-los nos atributos correspondentes.
Se quiser saber como as IAs descrevem hoje os seus produtos a partir desses sinais, comece pelo diagnóstico gratuito em /geo-scanner ou veja a plataforma em uma demonstração em /demo.