Para uma marca global, o hreflang diz ao Google qual versão de uma página de produto serve a cada idioma e região, e pt-BR indica português para usuários no Brasil. As tags só valem se cada versão listar a si mesma e todas as outras, com links nos dois sentidos. Se uma página não aponta de volta, a anotação é ignorada.
Por que uma marca global deveria se importar com isso?
O consumidor brasileiro que pergunta a uma IA "qual fone com cancelamento de ruído vale a pena?" fala português, quer preço em reais, parcelamento, garantia local. Se o único texto do seu produto que a IA encontra é a página em inglês, global, ela vai responder com o que há. Pode ser correto, pode ser incompleto, e pode citar a versão que não vende no Brasil.
Sobre o que as assistentes de IA fazem com o hreflang, precisamos ser francos: a documentação que lemos é do Google Search, e não encontramos texto oficial de ChatGPT, Perplexity ou Copilot dizendo que usam essas tags. O hreflang é um sinal de idioma e região para a busca; o que ele rende nas respostas de IA é algo para testar, não para prometer. Mesmo assim, é a prática documentada para evitar que a versão errada represente a página, e custa pouco. Como os consumidores já perguntam em português, veja o contexto em Modo IA em português e eletrônicos no Brasil.
Quais são as regras do hreflang, segundo o Google?
A documentação de versões localizadas do Google Search Central traz poucas regras, mas todas rígidas.
Cada versão deve listar a si mesma e todas as outras versões de idioma. As URLs alternativas têm de ser absolutas, incluindo o protocolo (http ou https), e podem estar em domínios diferentes. Os links precisam ser recíprocos: "se duas páginas não apontam uma para a outra, as tags serão ignoradas". Se manter o conjunto completo for difícil, a documentação admite omitir alguns idiomas em algumas páginas, mas pede que as páginas de idioma novo apontem de volta para a original ou dominante.
Os códigos combinam idioma, no padrão ISO 639-1, com uma região opcional, no padrão ISO 3166-1 Alpha 2, separados por hífen. A região não pode aparecer sozinha. A página não cita pt-BR literalmente; pelo mesmo padrão do exemplo que ela dá para a Bélgica (de-BE), pt-BR significa português para usuários no Brasil. O valor x-default serve de reserva para idiomas não listados e não leva código de idioma.
A anotação pode ficar em três lugares: elementos link no head do HTML, cabeçalho HTTP Link (útil para arquivos que não são HTML) ou sitemap XML com xhtml:link. Para o Google, os três são equivalentes, e usar mais de um não traz vantagem. Escolha um.
Como configurar passo a passo?
- Liste as versões do produto: por exemplo, a página global em inglês e a página brasileira em português. Confirme que cada uma tem uma URL própria e estável.
- Escolha o método. Para catálogos grandes, o sitemap costuma ser mais fácil de manter do que editar o
headde milhares de páginas; essa é uma escolha operacional nossa, não uma exigência do Google. - Escreva o conjunto completo em cada página: ela mesma (
pt-BRna página brasileira,enna global) e as demais. Use URLs absolutas. - Acrescente
x-defaultse existir uma página de escolha de idioma ou uma versão de reserva. - Verifique a reciprocidade. É o erro mais comum e o que anula as tags. Um script que percorre as URLs e confere se A aponta para B e B para A resolve o problema em minutos.
- Mantenha o conteúdo da versão brasileira realmente local: preço em reais, parcelamento, garantia, voltagem. Veja o que a IA precisa ler em voltagem, Anatel e Procel.
O que muda no feed do Merchant Center?
O hreflang cuida das páginas; o feed é outro canal. Na Central de Ajuda do Google sobre product_detail, há uma orientação que se aplica ao mesmo princípio: se você envia feeds em vários idiomas, deve localizar os nomes de seção, os nomes de atributo e os valores em cada feed. Um feed brasileiro com campos em inglês passa a mesma impressão de produto "de fora" que uma página sem a tag.
Vale alinhar também o título do produto entre feed e página, tema do post sobre título de produto para IA.
Como testar se a versão brasileira aparece?
Nós sugerimos um teste modesto e honesto. Escolha cinco perguntas que um consumidor brasileiro faria sobre o seu produto, em português. Pergunte a cada assistente, repetidas vezes, e anote: qual página é citada, em que idioma, com que preço. Compare antes e depois de ajustar as tags. Como as respostas variam por modelo, prompt e dia, uma rodada não prova nada; para saber quantas rodadas usar, veja a conta em margem de erro em IA.
O diagnóstico gratuito da Citoriq é uma análise experimental via API e não replica a interface de consumidor de nenhum assistente; use-o como indicador de direção.
O que levar daqui
pt-BRindica português para usuários no Brasil; a região nunca pode aparecer sozinha.- Cada versão lista a si mesma e todas as outras, com URLs absolutas e links recíprocos; sem reciprocidade, as tags são ignoradas.
- Escolha um método (head, cabeçalho HTTP ou sitemap), pois os três são equivalentes para o Google.
- Não encontramos documentação de assistentes de IA sobre hreflang; trate o efeito nas respostas como hipótese a testar.
- Localize também feed, título e ficha técnica, não só a tag.
Perguntas frequentes
hreflang faz a IA citar a minha página em português?
Não há garantia. O hreflang é um sinal documentado para o Google Search. O efeito em respostas de IA precisa ser medido por perguntas reais.
Posso usar só pt, sem BR?
Sim, o código de idioma pode aparecer sem região. Se você quer distinguir o português do Brasil do de Portugal, use pt-BR e uma versão própria.
Preciso do x-default?
Ele é opcional e serve de reserva para idiomas não listados. Faz mais sentido quando há uma página de seleção de idioma.
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