Marketplace optimization

Lu do Magalu: o agente que decide no WhatsApp

By Citoriq editorial team · · 4 min

A Lu, assistente de IA do Magalu, passou a buscar produtos, montar o carrinho e receber o pagamento por cartão ou Pix dentro do WhatsApp, segundo a cobertura do Canaltech sobre o lançamento de novembro de 2025. Para marcas de eletrônicos, isso transforma o catálogo do marketplace em matéria-prima de um agente de vendas.

O que a Lu faz hoje, segundo as fontes?

O Canaltech descreve a nova Lu no WhatsApp como uma assistente que aceita texto, áudio e imagem. O cliente pode escrever "preciso de um teclado Bluetooth sem fio ergonômico" ou mandar uma foto; a Lu responde com sugestões no próprio chat, inclusive comparações quando há mais de uma opção, e entende gírias e descrições de problema. O fechamento tem resumo do pedido, com entrega e valor final, antes da confirmação do pagamento, que pode ser por cartão de crédito ou Pix. O lançamento começou em 5 de novembro de 2025 com um milhão de clientes ativos e a previsão de chegar a todos os mais de 30 milhões de usuários até o fim daquele ano.

Sobre a tecnologia, a mesma matéria diz que o sistema opera com centenas de agentes de IA, usando modelos abertos hospedados na Magalu Cloud e modelos proprietários do Google, e que se integra ao catálogo completo do Magalu e aos produtos de 300 mil sellers do marketplace.

O que o CEO diz sobre o futuro?

Em julho de 2026, o Canaltech registrou a fala do CEO Fred Trajano: "Acredito que essa é a jornada do futuro. Mais e mais pessoas vão começar a jornada de compra falando com um agente de AI, preferencialmente a Lu, do que colocando uma palavra-chave num buscador." Em junho de 2025, no VTEX Day, segundo o IT Forum, ele já dizia que quase toda a jornada de compra passaria por um agente de IA e imaginava a Lu como canal de vendas principal, não só assistente.

É uma declaração de estratégia de uma empresa, não um dado de mercado. Mas ela indica que o varejista pretende que o agente seja a porta de entrada, e isso interessa a quem vende eletrônicos pelo Magalu.

Como um agente de varejo escolhe o que mostrar?

Aqui precisamos ser claros: não sabemos. Nenhuma das fontes que lemos descreve como a Lu ordena ou escolhe produtos, e nós não temos acesso a esse mecanismo. O que dá para afirmar é o que o agente consome: texto de catálogo, atributos, preços, prazos e, possivelmente, outras informações do marketplace. O resto são hipóteses, que nós tratamos como hipóteses.

A imagem que usamos: a Lu é um balcão que ouve áudio de WhatsApp. O cliente fala como fala, com sotaque, gíria e frase pela metade; o balcão traduz isso para atributos do catálogo. O que não está no catálogo, o balcão não consegue servir.

O que isso pede de uma marca de eletrônicos?

Sem prometer posição, quatro frentes de trabalho que fazem sentido seja qual for a regra de ordenação.

  1. Título e atributos que respondam à fala do cliente. Quem escreve "celular com bateria que dura o dia inteiro" não digita o nome da linha. O anúncio precisa carregar autonomia, tamanho de tela, compatibilidade e uso em linguagem comum.
  2. Variantes bem separadas. Se a cor, a memória e a voltagem estão misturadas num só anúncio, a resposta do agente tende a confundi-las. Veja Entidade de produto: o que é e como variantes a quebram.
  3. Respostas às perguntas dos compradores. O que se pergunta no marketplace é o que o agente precisará responder. Detalhamos em Perguntas no marketplace: o dado que marcas esquecem.
  4. Consistência entre canais. O mesmo produto aparece com especificação, preço e garantia diferentes em lojas distintas, e isso é motivo de resposta errada em qualquer assistente.

Para o panorama de outros agentes de varejo, veja Mercado Livre e agentes de IA: preparo para eletrônicos e Alexa for Shopping: a IA que lê o catálogo do varejista.

Como medir sem ter acesso à Lu?

Dois cuidados. Primeiro, dentro do marketplace você mede o que controla: qualidade do anúncio, perguntas respondidas, conversão. Segundo, o diagnóstico gratuito da Citoriq mede respostas de assistentes de IA gerais por API; ele não consulta nem replica a Lu, o ChatGPT de consumidor ou qualquer interface fechada. Os resultados variam por modelo, prompt e dia, e legibilidade de página não é o mesmo que ser recomendado. Nossa metodologia detalha os limites.

O que levar daqui

  • A Lu agora conversa, compara e fecha compra no WhatsApp, com catálogo próprio e de 300 mil sellers, segundo o Canaltech.
  • O CEO do Magalu diz que a jornada começará cada vez mais em um agente; é estratégia declarada, não dado de mercado.
  • Como a Lu escolhe produtos não é público; o que se sabe é o que ela lê: o catálogo.
  • Linguagem do cliente, variantes limpas, perguntas respondidas e consistência são o que a marca controla.
  • Meça por fora com cautela e dentro do marketplace com os dados que ele fornece.

Perguntas frequentes

A Lu recomenda produtos de qualquer seller?

Segundo o Canaltech, ela integra o catálogo do Magalu e os produtos de 300 mil sellers. Como ela ordena os resultados não foi divulgado nas fontes que lemos.

Posso pagar para aparecer na Lu?

Não encontramos informação sobre isso nas fontes consultadas. Consulte diretamente o Magalu para regras comerciais.

O diagnóstico da Citoriq mostra o que a Lu diz da minha marca?

Não. Ele analisa assistentes de IA gerais por API, de forma experimental, e não replica a Lu.

Se quiser ver como assistentes gerais descrevem seus produtos de eletrônicos hoje, rode o diagnóstico gratuito ou agende uma demonstração.

Sources

Sources last verified: October 7, 2026

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